Programação
SIMPÓSIO 1
POLÍTICAS DE PRODUTIVIDADE NO TRABALHO ACADÊMICO: IMPACTO
NA PESQUISA QUALITATIVA EM SAÚDE
Palestrantes
convidados: Dr. Kenneth Rochel de Camargo Jr (Brasil), Dr. Luis David
Castiel (Brasil) e Dr. Hugo Spinelli (Argentina).
Moderadora: Dra. Maria Lúcia Magalhães Bosi (Brasil)
Kenneth Camargo (IMS-UERJ)
- BRASIL
Título: A avaliação da ciência e a reificação
do numérico
A idéia é discutir, partindo de um quadro referencial
epistemológico de crítica as noções implícitas
de objetividade e precisão, as limitações de uma
abordagem quantativista da qualidade do trabalho científico. Pretendo
apresentar alguns aspectos de pesquisas recentes que venho conduzindo,
particularmente com referência a: (a) os interesses econômicos
mobilizados ao redor da indústria de publicação,
em especial na área da saúde; (b) as diferenças estruturais
na escrita acadêmica em diferentes tradições e suas
implicações para a publicação e (c) uma abordagem
crítica do emprego indiscriminado de indicadores bibliométricos
como equivalentes de qualidade.
Luis David Castiel (FIOCRUZ-BRASIL)
Título: Publicar ou perecer - eis a questão? Sobrevivendo
à bibliometriose no âmbito acadêmico
Discutem-se possíveis repercussões da intensa preocupação
vigente nos âmbitos acadêmicos com a idéia de
produtividade em pesquisa que se reflete em um excesso de preocupação
em publicar artigos em várias revistas científicas. A contabilização
numérica de artigos publicados por investigadores em revistas científicas
de reconhecido status acadêmico serve para legitimar pesquisadores
nos seus campos de atuação, sobretudo mediante a pontuação
de seus currículos com vistas à competição
por financiamento de projetos de pesquisa.
Hugo Spinelli (UNL - Argentina)
Titulo: David vs Goliat: las revistas de la región en el escenario
de la industria editorial internacional.
Los actuales parámetros de evaluación de calidad de las
revistas científicas generados por los organismos públicos
involucrados con la actividad científica y tecnológica de
Latinoamérica, nos colocan en un escenario compartido con la gran
industria editorial científica globalizada. Esas grandes compañías
desarrollan cientos de productos editoriales, no pocas veces ligados a
intereses del complejo médico-industrial y con el respaldo de estructuras
organizacionales muy superiores a las que se cuentan en nuestros países.
Ante esos escenarios es difícil imaginar poder salir de la situación
de subordinación que existe al interior del campo editorial científico.
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