Diversidade de saberes, construção do conhecimento e justiça social
08 a 11 de setembro de 2010 - Fortaleza, Brasil

Programação


SIMPÓSIO 1
POLÍTICAS DE PRODUTIVIDADE NO TRABALHO ACADÊMICO: IMPACTO NA PESQUISA QUALITATIVA EM SAÚDE

Palestrantes convidados: Dr. Kenneth Rochel de Camargo Jr (Brasil), Dr. Luis David Castiel (Brasil) e Dr. Hugo Spinelli (Argentina).
Moderadora: Dra. Maria Lúcia Magalhães Bosi (Brasil)

Kenneth Camargo (IMS-UERJ) - BRASIL
Título: A avaliação da ciência e a reificação do numérico
A idéia é discutir, partindo de um quadro referencial epistemológico de crítica as noções implícitas de objetividade e precisão, as limitações de uma abordagem quantativista da qualidade do trabalho científico. Pretendo apresentar alguns aspectos de pesquisas recentes que venho conduzindo, particularmente com referência a: (a) os interesses econômicos mobilizados ao redor da indústria de publicação, em especial na área da saúde; (b) as diferenças estruturais na escrita acadêmica em diferentes tradições e suas implicações para a publicação e (c) uma abordagem crítica do emprego indiscriminado de indicadores bibliométricos como equivalentes de qualidade.

Luis David Castiel (FIOCRUZ-BRASIL)
Título: Publicar ou perecer - eis a questão? Sobrevivendo à bibliometriose no âmbito acadêmico

Discutem-se possíveis repercussões da intensa preocupação vigente nos âmbitos acadêmicos com a idéia de
produtividade em pesquisa que se reflete em um excesso de preocupação em publicar artigos em várias revistas científicas. A contabilização numérica de artigos publicados por investigadores em revistas científicas de reconhecido status acadêmico serve para legitimar pesquisadores nos seus campos de atuação, sobretudo mediante a pontuação de seus currículos com vistas à competição por financiamento de projetos de pesquisa.

Hugo Spinelli (UNL - Argentina)
Titulo: David vs Goliat: las revistas de la región en el escenario de la industria editorial internacional.

Los actuales parámetros de evaluación de calidad de las revistas científicas generados por los organismos públicos involucrados con la actividad científica y tecnológica de Latinoamérica, nos colocan en un escenario compartido con la gran industria editorial científica globalizada. Esas grandes compañías desarrollan cientos de productos editoriales, no pocas veces ligados a intereses del complejo médico-industrial y con el respaldo de estructuras organizacionales muy superiores a las que se cuentan en nuestros países. Ante esos escenarios es difícil imaginar poder salir de la situación de subordinación que existe al interior del campo editorial científico.

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